terça-feira, 19 de julho de 2011

LANÇAMENTO DO LIVRO SUPER-HERÓIS, CULTURA e SOCIEDADE



Sumário

Apresentação. 3
    Iuri Andréas Reblin


Prefácio: Os Super-Heróis e Nós. 5
    Nildo Viana


Breve História dos Super-Heróis. 8
    Nildo Viana


Os super-heróis e a jornada humana: uma incursão pela cultura e pela religião. 37
    Iuri Andréas Reblin


Super-heróis: ficção e realidade. 64
    Edmilson Marques


Super-heróis na construção da personalidade. 84
    Denise D'Aurea Tardeli


Super-heróis e cultura americana. 101
    Waldomiro Vergueiro


Ética e heroísmo: uma reflexão a partir das histórias em quadrinhos. 121
    Valério Guilherme Schaper



Contracapa:

segunda-feira, 4 de julho de 2011

VEJA ABAIXO ALGUMAS MÚSICAS DE CARÁTER CRÍTICO



Marionete Consciente (2009) - Edmilson Marques

Letra: Nildo Viana
Melodia: Edmilson Marques






Eu Sou Cult (2010) - Edmilson Marques
Letra: Nildo Viana
Melodia: Edmilson Marques







Visita ao Museu (2009) - Edmilson Marques
Letra: Nildo Viana
Melodia: Edmilson Marques






Sagradas Escrituras (2009) - Edmilson Marques
Letra: Nildo Viana
Melodia: Edmilson Marques






Meu Amigo João (2010) - Edmilson Marques
Letra: Nildo Viana

Melodia: Edmilson Marques






Eleições, Voto Nulo e Autogestão Social




Solidão (2009) - Edmilson Marques
 Letra: Nildo Viana
 Melodia: Edmilson Marques







Rock Sem Nota (2010) - Edmilson Marques

Letra: Nildo Viana

Melodia: Edmilson Marques





 O Bom Burguês (2010) - Edmilson Marques

Letra: Nildo Viana

Melodia: Edmilson Marques







Ela (2010) - Edmilson Marques

Letra: Nildo Viana

Melodia: Edmilson Marques









terça-feira, 28 de junho de 2011

I SEMANA DE HISTÓRIA DO IFG: HISTÓRIA, TRABALHO E EDUCAÇÃO - de 04 a 07 de outubro

O PRAZO PARA INSCRIÇÃO DE COMUNICAÇÕES ENCERRA DIA 30 DE JULHO...


Abaixo proposta de Simpósio Temático na qual poderá inscrever sua comunicação. Para informações de outros Simpósio Temáticos clique aqui


Simpósio Temático 6: HISTÓRIA, MARXISMO E AUTOGESTÃO


 Ms. Edmilson Ferreira Marques 
Professor da UEG/Anápolis e Uruaçu;
Doutorando em História/UFG

Dr. Cleito Pereira dos Santos
Professor da UFG/Ciências Sociais

Resumo:

A proposta com este simpósio temático é reunir pesquisas que abordem temas que possam contribuir com o debate sobre a autogestão social, com o objetivo de possibilitar o avanço e aprofundamento da teoria marxista. A autogestão social ainda é um tema pouco discutido no campo acadêmico, desta forma, por ser um fenômeno presente e parte da história da humanidade é que se faz importante analisá-lo. A autogestão social é parte integrante da história do capitalismo a qual promoveu o surgimento de múltiplas determinações que atualmente perpassam as relações sociais estabelecidas na sociedade moderna. Não só no aspecto político, como no econômico, cultural etc, encontramos questões que se relacionam com a autogestão social, e nesse sentido, o resgate histórico de abordagens e questões que se aproximem ou tenham uma relação direta com a autogestão social, podem oferecer contribuições para a compreensão do que foi, como se desenvolveu, e o que é na atualidade. Devido à sua importância para a história e para a vida na atualidade é que propomos aqui o tema história, marxismo e autogestão.


Envie sua proposta para edmilsonmarques@ymail.com

quinta-feira, 5 de maio de 2011

A BURGUESIA E O COMUNISMO - PARTE 1

Edmilson Marques

Ainda se ouve na atualidade algumas pessoas expressarem que comunistas são aqueles que “devoram criancinhas vivas”. Uma ideia que causa aversão e acaba levando muitos a desconsiderar e desqualificar aqueles que se dizem comunistas ou que se aproximam de tal perspectiva. O comunismo, portanto, é concebido hegemonicamente como algo que não tem importância, ultrapassado, algo a ser evitado na prática*. Mas, na verdade, estas ideias nada mais são do que ideologias, ideologia no sentido concebido por Marx (2007), de ilusão, ideias metafísicas, enfim, “inversão da realidade” (VIANA, 2010, p. 19). Devido à confusão que gira em torno deste termo é que propomos discuti-lo.
As ideologias que promovem essas confusões são produtos do trabalho de intelectuais que buscam criar ilusões para limitar a consciência e dificultar o desenvolvimento da consciência correta da realidade, objetivando essencialmente, a manutenção da ordem estabelecida. Nesse sentido, as ideias funcionam como forças propulsoras que acabam fazendo com que as pessoas sejam constrangidas a defendê-las no cotidiano. As ideias fazem as pessoas lutarem em sua defesa. Por exemplo, se se fala constantemente para uma criança que no escuro tem um “bicho”, com o tempo ela será impelida a não ir no escuro pois em parte, pensará que lá haverá mesmo um “bicho”. Obviamente que essa ideia não é verdadeira. Quando um adulto diz isso a uma criança não está expressando que há verdadeiramente um “bicho” no escuro, mas está com isso, objetivando determinar e limitar a ação da criança. Desta mesma forma podemos discutir as conseqüências da ideia dominante e falsa de comunismo.
A expressão autêntica e verdadeira do comunismo tem em Karl Marx a sua primeira expressão. Ao tratar do comunismo o fez para expressar a sociedade que será fruto de um processo real da luta dos trabalhadores, em substituição ao capitalismo. Marx (2007) considera por comunismo “o movimento real que supera o estado de coisas atual”. Esta concepção de Marx, no entanto, foi distorcida. Vejamos a causa fundamental desta distorção.
O capitalismo é uma sociedade criada pela burguesia, à sua imagem e semelhança. Nesta sociedade a burguesia é classe dominante, privilegiada, a qual retira sua riqueza do processo de exploração no qual submete os produtores. É neste processo que realiza a extração e apropriação do mais-valor, a fonte fundamental do capitalismo.
O capitalismo, portanto, pressupõe a existência de uma classe dominante (a burguesia), e outras classes exploradas, entre as quais destaca fundamentalmente a classe proletária, por ser esta a produtora de riquezas. Pressupõe, assim a exploração, a luta de classes em torno da produção de mais-valor. A burguesia luta em prol da manutenção do capitalismo e as classes exploradas lutam pelo seu fim, pois nesta sociedade não têm outra alternativa para sobreviver, senão, submeter cotidianamente aos interesses burgueses.
A história do capitalismo está marcada por esta luta entre burguesia e proletariado. Este último por sua vez já demonstrou na prática que o fim do capitalismo é obra única e exclusiva de sua luta. Realizou várias experiências através das quais efetivou o seu projeto de sociedade, a autogestão social, ou seja, uma sociedade onde a organização social é realizada pelos próprios trabalhadores. A Comuna de Paris de 1871 representa a primeira experiência que foi fruto do desenvolvimento de sua luta; posteriormente muitas outras ocorreram, chegando à atualidade com um acúmulo de experiências  que a torna a classe potencialmente capaz de efetivar globalmente esta nova sociedade.
Esta nova sociedade por sua vez só é possível com o fim do capitalismo. Sua realização demarca o fim de privilégios, o fim das classes, o fim da exploração; é o início de uma sociedade igualitária, a sociedade verdadeiramente comunista, no seu sentido autêntico de ser. Bem, se o comunismo, como vimos demarca o fim das classes, o fim da exploração, o início de uma sociedade igualitária sem a existência de patrões e chefes, logo, a possibilidade de uma felicidade generalizada, por que então que o comunismo causa tanto espanto nas pessoas?
Isso só tem uma explicação: com o intuito de distorcer a concepção que demonstra a possibilidade desta outra sociedade vir a substituir o capitalismo, a burguesia, através de seus auxiliares intelectuais, distorceu o sentido verdadeiro de comunismo, tornando-o algo pejorativo, semelhante a aquelas ideias que colocamos no início deste texto. Isso acabou criando dificuldades para que os trabalhadores percebam que são eles próprios os agentes que efetivarão a transformação social, o fim da miséria, o fim do descontentamento generalizado, questões que são fruto da exploração que a burguesia submete os trabalhadores nos locais de trabalho. E a burguesia faz isso para manter os seus privilégios.
A concepção de comunismo hegemonicamente divulgada atualmente na atualidade**, portanto, é uma ideologia, pois, além de divulgar uma falsa ideia de comunismo, provoca sentimentos de sua negação, por ser percebido como algo ruim, negativo, que pode prejudicar a vida das pessoas; desta forma oculta-se as experiências, o movimento real da luta dos trabalhadores que levou à efetivação de uma nova sociedade; e nesse sentido a burguesia consegue temporariamente atrasar o fim do capitalismo, pois muitos evitam inclusive querer saber algo sobre este assunto. 
Essas idéias falsas, no entanto, não perduram para sempre, pois em momentos que a luta do proletariado se torna revolucionária, aquelas são superadas. Enquanto esta luta não se torna aberta e declarada, é preciso revelar o caráter ideológico do comunismo e colocar em seu lugar o seu caráter teórico, ou seja, a expressão verdadeira e autêntica do comunismo, que perpassa pelo projeto de sociedade desejado pelas classes exploradas, a negação da sociedade burguesa. Assim, estaremos contribuindo para que essa luta apareça o mais rápido possível e supere o estado de coisa atual.
Supera-se, desta forma, a ilusão e a substitui pela verdade. O comunismo no seu sentido autêntico é expressão dos interesses de classe do proletariado revolucionário, e se tornará arma para o avanço de sua luta no combate final, quer a burguesia queira, quer não. A burguesia “criou os homens que empunharão essas armas – os operários modernos, os proletários” (MARX e ENGELS, 1998, p. 19). A luta final é inevitável. Nesta o comunismo autêntico prevalecerá sobre a ideologia comunista.


Bibliografia

MARX e ENGELS. A Ideologia Alemã. São Paulo: Boitempo, 2007.

MARX e ENGELS. Manifesto do Partido Comunista. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1998.

VIANA, Nildo. Cérebro e Ideologia: uma crítica ao determinismo cerebral. Jundiaí: Paco Editorial, 2010.


* Na terceira parte desta discussão analisaremos o comunismo que emerge na União Soviética, uma expressão prática do falso comunismo – contrário ao comunismo desejado pelo proletariado revolucionário – o qual causou espanto e medo às pessoas devido à barbárie empreendida pelo estado sobre a população Russa; foi quando os integrantes das classes exploradas foram submetidos às mais cruéis formas de exploração e torturas, tendo o bolchevismo e a concepção leninista a expressão deste falso comunismo. A recusa do comunismo, desta forma, em grande parte pode ser também explicada pelo comunismo que emerge nesta experiência que ocorreu na Rússia.
** Veremos posteriormente que a concepção hegemônica e falsa de comunismo tem em Lênin, sua principal referência.